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Ciclos se encerram, outros logo aparecem; com imprecisão e incerteza me deixo definir. Onde passo as idéias ficam, digo em off, através da minha voz interior, que mudei durante o processo.
Hoje lembrei que tenho uma mesma blusa já há dez anos, exatamente dez anos; toda costura, remendada; sua aparência, definitivamente não é uma das mais apresentáveis. Mas a forma, o jeito dela vestir me agrada, muito, verdade. Olho o estado da blusa, faz tempo que não me visto assim, bem desleixado, pelo menos uns meses; barba a fazer, cabelo começa a se rebelar. Posso ver o porquê da blusa estar em sintonia com o momento.
Lembrei de uma garota, tudo mais que sentira, ela estava arrumando suas coisas no armário, nem a reconheci, ela, me identificou de cara, como posso afirmar que mudei tanto, se continuo vestindo as mesmas roupas e dizendo as mesmas besteiras?
Há mudança numa repetição? A água que corre num rio nunca é a mesma?
Escrito por Pretenso Poeta às 12h50
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Ouvir a música dos titãs e perceber que o tempo passa, é óbvio. Não era minha premissa aqui, perceber logo de uma maneira; se fosse, assim o texto já estaria acabado sem ao menos começar. Agora perceber como, onde e porquê meus erros findaram na minha atual situação, com isso não culpar mais os outros, seja a real lucidez posta.
Quando houver de maneira imprevista o acaso, estarei lá: presente, um característica minha, minha trademark com chances a copyrigths no mercado de varejo, deixo para Cronos o atacado, bem mudador, aqui fica meu intento: uma parte desse acaso, um pequeno raio que tomo de ti.
Escrito por Pretenso Poeta às 05h31
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Quando eu começo eu não quero parar, voltar para aquele tempo dos rolês baratos, amigos loucos e conversões perigosas; direita vamos agora! Não. não quero que acabe, se deixa a boca aberta expelindo fumaça da velocidade, caximbo da velocidade.
Paro? Parece que não, a luz se me cega até então, os olhos baixos a mão acoberta e sigo em frente, aonde?
Rumo em direção certa? Local definido, quem disse? Vamos onde chegar, onde as solas aguentarem, que a gasolina acabe, até empurro o carro.
Pode ser sem pressa... respire, acabe sua bebida gelada, olhe para cada um dos lados, fecha os olhos e finja que sinta, sem os olhos assim vê um pouco melhor?
Tantas referências, placas, mapas, gps e nada de achar um caminho, mas interessa tanto? Chegar até o final? tà eu deixo, siga a direita, depois a direita, por fim na próxima direita, ande e caminhe... outra opção: esquerda três vezes, quando chegar te escrevo um carta te dizendo aonde foste com tamanha direção certa?
Escrito por Pretenso Poeta às 06h16
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De uma maneira absurda recomeço, repito de forma teimosa uma tentativa antiga de continuidade. Afinal, se vivo porque não escrevo? Pobres incautos que tropeçarem aqui, cairam no truque do vigário:
It's Sparta!
Escrito por Pretenso Poeta às 14h58
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Se faz uma escolha e deixa aquelas todas pra trás, é simples. Você decide por aquilo e o resto do mundo que se dane, sem vc, eh claro. Depois de puxar o saco de 30 chefes e bajular outros ciquenta intemediários, vc está pronto. Quinze anos sentando atrás da mesma mesa de mogno europeu e encima da cadeira de rodinhas; agora vc pode se masturbar na sua mesa, os funcionário vão simplesmente:
“Senhor, onde está a papelada?”
Pode continuar com o onanismo, merece, lógico, quantas cabeças pisou e quantas vezes vc foi capacho, vc é realmente melhor que aqueles que quiseram o mais fácil, o cotidiano.
Diga isso pra aquela moça, aquela com os três filhos e 36 meses da geladeira pra pagar;pro mendigo que encara, de frente, o frio diário da cidade paulistana;diga isso pra todas as pessoas que passam fome, escolher fica fácil de barriga cheia: vc pode esco,her, se mastubar três vezes e nada te interfere, nem se alguém estiver te vendo. Você até gosta que as pessoa vejam vc transando, seja sozinho ou drogas, não importa. Vc quer mostra aquele vermelho perolado da tua caragem, o teu pau de 200 quilates que sua mulher segura com a boca eh sempre bom. Você conquistou tudo aquilo com teu trabalho, é justo, não é? Você batalhou e consegui tudo aquilo que almejara. Pode levantar a taça da vitória, ganhou por goleado, com direito a gol de placa. Se aposenta na empresa, ganha aposentadoriaintegral com direito a um relógio, ele marcará tuas últimas horas, aquelas todas só tuas; mas no final é bom, oras, vc decidiu sua vida, não eh mesmo?Escolheu...agora jogue moeda, so espero,que te favorece, senão...
Escrito por Pretenso Poeta às 02h30
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Dois diálogos e fiquei sem entender nada. Duas conversas que me deixaram mais confuso, saber que faz parte daquelas confusões amorosas juvenis, pois joviais, ora confusões maduras resultam em sangue e divórcio; estas só impossibilidades e desencontros. As pessoas se mal resolvem, de uma forma ou outra, vc acaba entrando no meio delas, sem saber, por acidente.
Enquanto uma mulher se esquiva do amigo ela pensa no ex-rolo, vc talvez esteja olhando para anfitriã que troca olhares suaves com vc, mas quem vc abraça e quase beija( um quase muito pouco, lógico)? A sua amiga que não gosta de coisas mal resolvidas, ainda bem que vc não tenta nada, muito menos ela, seria muito mais confusão e o que ambos queriam era descontar no alcóol, apenas.
Na festa vc sabe que não vai encontrar o amor da sua vida na fila do banheiro, deixa de lado, se perde, seja na dança ou na bebida, tanto faz. Se esquiva de tudo, esquece o que fez, os que deixou de fazer, abre os braços e se entrega ao infinito: algo próximo de um devaneio, pelo menos algo similar.
As palavras ganham força, pela manhã; a ressaca se faz, vc sai, levanta da cama onde está sua acompanhante, vai em direção a varanda, finge fumar um cigarro, olha a cidade se movimentando pela manhã:
"o que ela quis dizer com aquilo?"
Escrito por Pretenso Poeta às 16h16
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Re-recomeçar
Vamos lá,tentar mais uma vez, é, um recomeço. Quantas e tantas vezes não tentei surgir com ideías brilhantes e inovodaras para este espaço? E, digo, quase todas resultaram num mesmo desfecho: fracasso.
Recomeçar parece sempre mais fácil; abandonar tudo aquilo constrúido, trabalho de dias, semana, meses, e quem sabe anos; pegar todo um projeto em andamento e zerar o velocímetro. Não é parar, frear pra continuar da onde eu estava. Falo da Gênese, a fênix criativa ou qualquer outra ressurreição mítica como exemplo de metáfora seria sufuciente para ilustrar o fato.
Todos aqueles caminhos trilhados, serviram para alguma coisa? Quando a gente recomeça pensa qual daquelas veredas todas tortas, portanto erradas, serviram e tiveram algum ganho pessoal.Se não, algum ganho qualquer. Pois marcamos o tempo, subjulgando-o através de uma vigília constante e parece o quanto antes n´so resolvermos melhor: quem chegar primeiro no ponto mais alto, melhor se tiver pisado em muitas cabeças.
Sou ambicioso igual a maioria das pessoas, estes recomeços, além de um imcapacidade minha de ver um desfecho em qualquer situação, além de negar a derrota, seria uma medo de galgar posições através das outras pessoas? Não sou tão bonzinho assim, fico com imcopetência de terminar qualquer projeto, parece mais plausível
Como sou teimoso, tentarei de novo.
Escrito por Pretenso Poeta às 07h36
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A embalagem e eu, uma história insólita: abriria a capinha de cd e colocaria a mídia no meu microsystem, palavras no imperfeito, ora; quem disse que o plástico protetor ia ceder? Mais uma tentativa, nada. Outras ferramentas eram necessárias, pelo menos uma e bem afiada; abro a gaveta e pego uma faca, não falei que estava na cozinha? Vamos lá... e parece que nada de abrir a maldita proteção: consigo apenas arranhar a capa e uns pequenos rasgos no plástico, grande algoz, a batalha se estende: dentes, duas mãos, unhas arranhando plásticos, posição ninja e nada daquela porcaria ceder.
Começo a suar, de raiva ou por causa do esforço, não sei, pode ser os dois.
Jogo no chão o álbum , ele quebra, mas de uma forma bizarra mantêm a proteção intacta. Eu de joelhos amaldiçoando o criador daquele invólucro indestrutível.
Pego um explosivo, armo uma barricada. Embalagem no chão, jogo o explosivo, corro e pulo, escoro-me na barricada na margem oposta do conjugado explosivo/cd.
Sorrio e volto ao planeta Terra, fumaça e cheiro de queimado, esqueci o assado no forno: adeus jantar romântico com música da Sade, quem sabe se o algum chinês ainda não está aberto?
Escrito por Pretenso Poeta às 22h41
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Dois pensamentos para o ano novo... tenho como todo mundo promessas para o ano vindouro:mudar tanto depois da virada, me acabar bebendo farreando o máximo possível e por que não o impossível também? Rir, jogar os braços para o alto e curtir, como aqueles estrangeiros no carnaval: mesmo não entendendo nada, ainda assim curtir. Depois vem a ressaca, as vagas lembranças de promessa e tudo deve voltar ao normal, pelo menos até o carnaval, talvez seja por isso que nunca realizo nada, de um feriado para outro não dá tempo para nada, que coisa.
Escrito por Pretenso Poeta às 18h53
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Penso no mundo em que não vivi, nas coisas que não aconteceram; sonhador ao extremo, sempre quero o mundo no alcance das minhas mãos, se possível e sempre, quando necessário. Gosto de ter oportunidades: botão de emergência ou uma célula de fuga, se necessário para ocasiões de emergência. E afinal pra que todo esse medo, esse receio? Não preciso, acho. é, não preciso ter medo das coisas acho, medo me devora ao poucos e pelas beradas da minha alma. Medo, isso que quero sair e deixar pra trás e nem olhar, encarar como uma escolha, assim pra nunca mais voltar o pescoço para trás, deixar mesmo; se nesessário quase morto,esquecido, semi-vivo se arrastando: o medo pedindo piedade pela sua morte, quero extripar todo esse conceito de mim, aé se restar algo ainda desse temor, se restar algo, quero que fique quieto no seu canto esperando passar muito tempo pra ele dizer alguma coisa. se for falar espero que tenha cautela, muita cautela
Escrito por Pretenso Poeta às 17h37
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IV- Mais outra daquelas poesias que versam sobre o labor
ou
Desgastando a metalinguagem, se existe
Queria escrever uma boa poesia
É uma poesia....
Daquelas memoráveis
de arrasar corações
tripas
e rins, só o estômago passando vivo, com pequenas ulcerações.
Daquelas com calafrio na espinha,
parecidas com as quadras de crianças
e das cantigas de ninar
que as crianças só ouvem
agora
em sonhos
achando todas tão assustadoras, mas eram tão assustadoras?
Daquelas sublimes, o respiro do Bandeira
Daquelas precisas, a mira laser de Cabral
Tudo isso numa só poesia
Como faca só lamina com alcalóide á vontade
e quem sabe
uma náusea brota de plano de fundo?
Mas o meu sentimento é fraco
Tudo que me perpassa parece merda
Não sei mais filtrar nenhum conteúdo
Ainda poderiar tentar,
um início
começar
a escrever
Pretender
A tal poesia
Com um pequeno trecho:
“A leveza de dois barris de petróleo numa ladeira íngrime”
(pode ser um começo)
Escrito por Pretenso Poeta às 14h09
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A Cabral, poeta do sertão, que também era João
I-Eu e eu mesmo
Eu queria
num olhar
Me ver quando me olho
num espelho
Sei que um homem se vê
nas suas coisas
enquanto pensa nas pernas
com saias vermelhas
Outro
um amigo
tira fotos
com a mente
Num clique
Desfaz
Refaz
Enquadra a si mesmo
Sua miopia como o foco
E nessas horas percebo, nem penso
Sem começo?
Como vou me orgulhar?
Nem penso mesmo
Não num espelho
Um homem meu, eu como homem(todo feito)
Aí... sorriria:
“Tem Um cigarro?”
“Mas, João,vc não fuma”
“É... as coisas mudam, eu acho”
II- Enquanto no Front
As mulheres
com flores na cabeça
choram
Custa
um dinheiro aparecer
cheio de homens?
Escrito por Pretenso Poeta às 10h21
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III- Enquanto no Front, minha cabeça e o mundo
A loucura existe, penso,
Maculando os pobres desesperados
em pontas de lanças imaginárias.
Em celas
maiores que o espaço.
Em pílulas
coloridas como balas
rápidas e mortais...
(Ao mesmo tempo) um parvo
no alto do prédio,
este, mais alto edifício da baixa cidade.
O parvo
parece um cachorro.
As plumas depostas desse cachorro.
Cachorro
que num olhar de flecha
fixa sua meta
,entre ele e objetivo,
uma barreira:
para o cão,
uma parede de vidro, uma janela;
para o homem,
alguns cinqüenta andares.
(Tudo é tão rápido!)
Homem corre
com o frango na boca
e pedaços de vidro pelo corpo .
O cachorro
,num balé bizarro,
salta os cinqüenta andares.
O homem desvia dos carros
ainda com o frango.
Mas o padeiro
Com sua roupa azul
logo atrás.
O homem tal como o cão.
Sofre quando se reencontra
com a realidade.
O chão morada de ambos.
O chão duro do asfalto.
(me dá um cigarro)
Escrito por Pretenso Poeta às 10h20
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Para João, o pior dos mal-amados,
gostaria de escrever uma carta: te entendo; não digo isso só pelo nome que compartilhamos: na situação que me encontro sou o último. A minha frente há várias pessoas e nenhuma atrás,estou numa fila de banco pra pagar umas contas, sou o último da fila, espero. Parece que a caixa não vai me atender, certeza. Fechará o banco com a falsa certeza dada pela atendente a mim que serei contemplado e pagarei as contas. O primeiro da fila, gosto de ver sua cara ansiosa; busca os números da sua senha nos visores eletrônicos: um pouco de inveja gorda, salta da minha boca: dificilmente fui esse em algum momento da minha vida. Aqui, sempre numa situação metáforica parecida,de trás, eu vi tudo acontecer e nada fiz. Guardei tudo para um futuro monólogo, qual direi sem palco e sem nenhum fantasma clamando sangue na Dinamarca. E, sem falsa modéstia, gostaria que fosse um bardo que escrevesse sobre minha vida onde nada passasse, so se resumisse afinal, de letras impressas, tudo e todos os nuances, como também essa enorme fila onde espero algum dia ser atendido.Sim, a totalidade dos meus momentos não passasse de meras conjecturas ficcionais, minha vida apenas como um livro de lombada quadrada.
Não seria muito grosso, o tal livro. Por volta de umas 230 páginas daria mais que conta. E sei; o inglês não costuma se delongar muito nas suas dramaturgias, além disso pediria pra ele para ser sucinto, depois diria o seguinte:“ quero ver vc arranjar algum mote pra alguma coisa sem banho de sangue no final”. Várias tiragens, somente publicado em livro de bolso, quero atingir as massas; aí, percebo que as pessoas da fila do banco estão lendo o meu livro: algumas devoram ferozmente página a página, capítulo a capítulo na procura do final surpreendente, no climax majestoso: a grande catarse como meio de expiação dos próprios pecados.
As pessoas teriam um pouco de ansiedade, além do suor usual, entre as várias páginas lidas; muitas sobreos mesmos temas: reclamando do mundo e de mim mesmo, sobretudo. Parece que a vida de um idiota não tem muita graça sem um melodrama ou um mote pra vingança, é fato.
E pra finalizar, num lance oportuno, os leitores começam a largar mão do livor, próximo do final,deixando as últimas páginas para ler num momento distante, pois já haveria capturado a atenção e roubado um pouco os corações dos leitores com minhas reclamações insistentes, agora que o final se aproximara, e eles suados e ansiosos, não quisessem ver o fim do livro, pois já tinham gostado, se sentiam dentro daquele emaranhado de problemas e dúvidas pessoais; aí, já era tarde, e vcs, leitores, acreditariam que eu, tão mal-amado assim, mereceria até um abraço se fosse encontrado na rua num dia de tempo ameno.
Mas o calor impera e as coisas dificilmente mudam, a fila até poderia andar um pouco, um movimento lento e gorduroso que vai deixando máculas(gotículas) para cada um que vai sendo substituído e para outro contemplado. Sou ainda o último e posso não ser atendido, como não disse a atendente do banco. É... a fila anda, e algumas pessoas, que não aguentaram a ansiedade ou o calor, tentam confirmar as últimas páginas: a caixa do banco fala que não poderá me atender, alegando dor de cabeça: sorrio e saio com a usual cabeça baixa; tento, ao levantar os olhos além do horizonte, ver uma pequena nuvem cinzenta acima somente da minha cabeça, ledo engano. O tempo está claro; as pessoas, felizes; o mundo, em harmonia. Fiquei sem clima para o monólogo final e um possível suicídio; e mais, lembro que sou idiota, e mais ainda, covarde. As pessoas, decepcionadas com o desfecho do capítulo final onde nada acontece, começam a fechar o volume quando percebem algumas letras no final, isoladas, com o seguinte dizeres:
“Seria, bem mais interessante, se a caixa do banco chamasse Tereza”
William S.
Abraços,
do umbigo do universo,
João
Escrito por Pretenso Poeta às 04h51
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A ele; nem mais um dia
Mando um abraço pra vc lembrar como eu sou; mando um beijo pra esquecer aquele que se perdeu, quando não podemos nos tocar; se houvesse alguma oportunidade eu diria essas frases bonitas, copiadas de grandes escritores esquecidos há tanto tempo que nem mais lembro... a saudade? È tudo isso que vc tem a dizer depois de algum tempo; pensei em você com uma possibilidade, verdade; pensei algumas vezes, não minto, sinto saudades também: queria tomar um sorvete e conversar: relembrar as coisas boas, fazer o que fazíamos de melhor: conversar um com outro; gostava de falar, pois escutava tudo que eu tinha pra dizer e, algum momento o qual não lembro, arriscou dizer que eu era profundo; imediatamente encarei vc, olhos nos olhos, quis ver o quanto daquilo era verdade, o quanto tinha se revelado naquele momento( tinha se revelado tanto), logo você, tão receosa e cheia de espinhos e hiatos. Mas vc sorria.
Pontuava habilmente as conversas, deixava-me falar por horas e horas, de repente postulava um comentário; mostrando-se interessada na conversa: era isso, dirigia a direção do nosso diálogo, poucas vezes que falava bastante era sempre bem íntimo, dando corpo para sempre algo longo e gostoso, por isso queria voltar, voltar e fazer tudo de novo.
Lembra quando nos nós conhecemos? Chovia. Como sempre estava quieta, reflexiva; cheguei, puxei um papo aleatório dentre tantos daquelas famosas conversas de elevador. Falava, falava, falava, parecia um tagarela louco, como poderia prestar atenção tanta? Era coisa a se pensar; te digo em segredo agora: não costumo pensar nas coisas, fato: jogo todas as palavras pra fora da minha mente através da minha bocarra, enquanto vc guarda todas fundo, bem fundo em algum lugar do seu coração, é isso?
Você disse saudade, há muito tempo; vou te contar: era eu no início, logo depois de vc se machucar tanto, ferir todas as suas partes emotivas; cada proteção tua desguarnecida; nem lembro o que eu disse aquele dia e nem me importo, não culpo as drogas, o álcool ou o sexo(algumas horas antes) por cada palavra daquele dia dita próximo da fonte, nada disso. Eu queria machucar ele como ele fez com vc, mas com todas as feridas a mostra pra todos verem, um amigo me impediu, ainda bem, arremessei uma cadeira e junto estava voando o meu lado negro e alguns pensamentos, deixa estar.
Havia superado tudo aquilo (era o que eu pensara, mas como nos enganamos tanto?), convivia contigo pelo jeito doce e profundo, na época eu era bem vagabundo, verdade; trabalhava, mas nada muito sério ou que precisava ser, enquanto você só estudava, nos encontrávamos bastante, era bom, eu gostava daqueles momentos que não tínhamos combinados nada e passávamos alguns momentos juntos, vc até se aproximou de mim, daí veio o trabalho.
Bem vinda a vida adulta, cresceu um pouco, a vida tornara mais complexa, mais compromissos e riscos; não nos víamos com tanta freqüência. Um dia vc me sugeriu sairmos, combinarmos algo, saudade tua? Dizia isso. Saudade. Tentei algumas vezes: e-mail, não respondia; orkut, mensagens desconexas; MSN, offline; celular, fora de área. Ainda dizia, saudades muitas tinha. Veio suas falas(acho que mundo gira o meu redor) que a saudade se reduziria a cinza, ora, não era saudade nenhuma então.
Saudade, moça, saudade, te digo, não se reduz a nada. É aquela coisa imortal que habita o cerne seu, e quando menos espera, ela cresce, aparece e sua cabeça invade de momentos que já foram; vc sente tudo aquilo de novo. Saudade, repito, é o sentimento mais triste e bonito que vc pode ter: te olhei na sala de aula hoje, olhei no fundo dos seus olhos; vc sorriu de volta, toda aquela sensação gostosa voltou, com um gosto amargo do tempo, saudade, moça, é isso.
Escrito por Pretenso Poeta às 18h28
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Algumas ligações erradas e muitos enganos.
Esperei que fosse o telefone dela. Uma semana e alguns dias de expectativa; suspense, mais outro drama pessoal.Tomei coragem no sábado à noite, peguei meu celular e disquei o número, não teria como fugir agora. Era engano, não do telefone, era engano meu; pessoa errada, mas conhecida: percebi que queria que fosse ela e dentre todos aqueles momentos, poucos, ela percebesse alguma coisa de especial; quando eu fugi dela alegando falta de tempo, mesmo depois daquilo: um último suspiro de algo que poderia a vir a ser o certo.
Pensava num começo, ela via como despedida: um adeus mais elaborado. Foi o acaso que começou: esperava nada de interessante pra noite, é certo. Quinta e breja; encher a cara, talvez ver alguém disponível interessante, fumar um baseado e fazer o mínimo de social, pois ainda fazia faculdade de comunicação; um amigo de sociais apareceu, amigo antigo, rimos e tomamos brejas, como usual na festa, de repente ele some para dar lugar a uma amiga do colégio: lembramos e falamos de tempos antigos, das poucas coisas que temos em comum, de trabalho( parecido quando vc encontra alguém que não vê há tempos e não tem nenhuma real intimidade com a pessoa).
“eu estou de carro, posso te dar uma carona”
“Ok, deixa eu terminar esta breja e nós vamos embora”, disse pra moça
Peguei seu telefone(pela segunda ou décima vez, não lembro) e nos dirigimos ao seu carro cuja porta do passageiro não abre(espero que ela tenha arrumado isso, se não pode-se dizer que é charme ter um carro que abre as portas só de um lado)
Liguei, algumas semanas depois e somente porque consegui anotar o telefone dela num papel que consegui não perder.
“E aí como vc tah?”
“ah, eu to bem, e vc?”
“Bem, vc tah em casa? Posso te ligar aí, daqui a pouco...”
“Sim, eu estou. Pode ligar sim”, disse a moça num tom meio surpreso.
Peguei o telefone dela, anotado num papel que não consegui perder e tentei a primeira vez(ocupado), tentei mais uma vez(novamente ocupado), desencanei. Saí de casa pra comprar um refrigerante e umas brejas, voltei em dez minutos.
“Filho, uma menina te ligou?”
“Qual?”
“A essa é nova, ela tem um nome estranho... não lembro”
Momento correto pra pegar a latinha de breja, tomar uma gole e dar um sorriso estanque: isso daria um bom momento em qualquer filme ou livro, infelizmente era parte da minha recente vida cuja rota era sempre esburacada e meio escura, ainda que sempre uma rodovia de alta velocidade.
Ela desviava dos carros(dirigia em alta velocidade) enquanto eu fazia ela soltar alguns sorrisos durante a viagem: não sabia que era tão engraçado quando ficava um pouco nervoso; contou um pouco da sua vida atual e eu contava um pouco da minha, recheando dos momentos engraçados e de bom humor, eu reitero: estava ali pelo acaso e estava me divertindo, reencontrei um antigo amigo, estava indo pra casa de carro e me aproximara de uma pessoa que sempre fui distante: pra um dia cinzento, as coisa ia bem, andava a passos galantes. Paramos o carro, na verdade foi ela que parou, alguns segundos de silêncio.
Alguns segundos o telefone tocava, tocava.Cai da cama, atendi, era ela.
“Como vc tah?(sempre sorridente essa menina)”
“To bem. E ai, vamos fazer alguma coisa hj?”
“Hoje não dá, estou te ligando de um orelhão, vi sua mensagem, hoje não posso assistir uma peça. Vou tentar convencer uma amiga a não ir sozinha num jogo do Corinthians, pois ela quer ir sozinha num jogo sozinha ainda sendo um clássico”
“Vai lá. A gente se fala depois. Se cuida.”
“Vc também, beijo”
Através do vidro embaçado do carro, dentre todas as divergências daquela estação de metrô (O metrô Pca. da Árvore tem uma certa representatividade da minha vida, algo como um grande personagem secundário que quando aparece diz algo de importante). Uma madrugada fria onde nos entregamos ao abraço, ao carinho da pessoa querida e a um bom chocolate quente. Nada disso eu tive naquele carro, nada aconteceu. Depois do segundos de silêncio.
“Será que tem ônibus esse horário?”
“Fica sussa que o negreiro passa de hora em hora, sem treta.”
“Vou esperar o ônibus com vc.”
“Ok, vc que sabe.”
Eu disse que troquei de celular? O motivo: meu antigo celular parou de fazer chamadas e tudo mais, eu tava com o telefone dela no meu antigo celular, no momento eu estava trampando, demos uma pausa na filmagem, resolvi ligar pra ela, fazia algumas semanas já, poucas mas semanas já haviam passado. Peguei meu celular, no entanto, no momento que resolvo discar ela me liga. Tento atender, com antigo celular, contudo ele começa a não funcionar, não consigo ouvir nada do que ela diz, azar, esperei outra ligação dela e nada.
Na noite, o ônibus teimava em não passar, estava frio, estávamos no auge do inverno; madrugada, numa parte alta da cidade, numa grande avenida: corredor de vento. Abracei ela e continuamos a conversar, falei pra ela ficar de olho no ônibus, ele se aproximava, dava pra ver de longe, eu aproximei meus lábios aos dela: um beijo, o ônibus vai embora, parte minha vai embora para o Jabaquara, parte minha fica: naquele corpo, naquele abraço, naquele beijo, naquele adeus.
Mas pode ser um engano.
Escrito por Pretenso Poeta às 02h14
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Psiquiatria agora é a palavra, ouçam bem, os folhetos azuis são o meio, mas só podem ser usados uma vez. Uma única vez, o cardeal é toda a academia, senão todos que tem um divã. Vá na igreja , marque hora com o padre e fale dos seus problemas: confesse todos os seus pecados. As bruxas não vão pra fogueira, ganham um camisa, mesmo que a força. Mais todos aqueles outros: aquele que crê em qualquer deus, aqueles que acham a existência sobrenatural; todos comparsas do não-real, assim por dizer. Prozaquiemos todos os infiéis, a palavra é clara, trata do real. Vamos curar todos esses psicóticos-delirantes-esquizofrêncos-compulsivos-obsessivos-depressivos, todos estes que confabulam do demônio da Loucura. Oremos, sobre o divã da Lucidez, das luzes imortais da sabedoria, para aqueles que perderam a sua, oremos e forcemos a nossa visão, pois é o caminho. Tome a pílula da lucidez, mas antes pegue seu folheto azul.
Escrito por Pretenso Poeta às 20h44
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O grande crime escrito no espelho
Um crime sem aparente solução.Das paredes cinzas dos meu quarto aos meus amigos fumantes que desaparecem; um chá Earl Grey e maquinamente ligo o computador; uma neblina percorre a cidade nesta manhã de sexta-feira, se pode dizer que a neblina percorre alguma coisa; simplesmente assenta por algum tempo, nem parece uma manhã em São Paulo, mais Campos de Jordão, talvez. Imprecisões a parte, prefiro me concentrar no meu trabalho.
Alguma coisa me incomoda, atrapalha minha produção, agora eu queria um cigarro: soltar uma fumaça e competir com a neblina que, aos poucos, vai indo embora da minha visão da janela. Seria bom ter um cigarro mesmo, combater a ansiedade com o tabaco e relaxar para poder voltar pro trabalho mais tranqüilo.
Enrolei a tarde toda, o vento substitui a neblina no segundo andar, um sol tímido se arrisca no horizonte. Tento resolver o que não sei o que é: ligo uma musica, vamos mexer com os sentimentos, remoer algumas partes e identificar o problema(se existe algum problema).
De uma faixa pra outra, de um álbum pra outro, apenas aumenta minha angústia de não saber o que acontece com a cabeça do João; dentre emanharados de pequenos problemas cotidianos, falsas promessas futuras e inquietações particulares usuais. Embora nenhum se apresente: ‘eu sou o culpado”, todos juram que sabe quem foi, entretanto, como são tantos não sabem dizer realmente quem foi; um aspecto particular da condição humana, assim espero. Tento interrogar um por um, contudo todos acusam diferentes culpados, penso que essa auto-análise vai longe, então aumento o volume da música.
Os poucos que me falam, se falam são pouco e impreciso; variantes “de ouvir falar...” e “me disseram...”, assim tentar a síntese, um resumo daqueles que se acha na Internet pronto: não aponta pra nada e morre em si mesmo, passei mais de duas horas ouvindo musica e remexendo nas coisas, talvez a musica seja o problema, não o “problema”, sim uma mera distração. Já é noite e os carros voltam pra casa, o tempo voa na solidão
Continuo no meu labirinto, podem dizer muitas coisas ruins sobre mim, mas João nunca desistiu de nada, um segredo para minha atual situação, perseverança, o triunfo da vontade, Pois devo continuar então, algumas portas fechadas, outras abertas, estas não me interessam. Que pena, percebo que não vai se fácil, mas continuo.
Um pouco de tristeza, achei o ponto, eu acho. Um pouco de tristeza, agora começa a identificação, dentro do gramado estava a vítima com cinzas de alguma substância azul sobre todo o corpo. Os telefones tocavam sem parar, tinha já alguma coisa para começar. A dica veio do informante de sempre, aquele que denuncia tudo, ele me encontrou, o velho Freddie, como sempre com seu capuz sobre o rosto num beco escuro. Disso sobre o corpo, a investigação era minha agora, o culpado seria achado, sem dúvida.
Todos azuis da noite subjugados pela luz da lua, as pessoas saiam para se divertir. Eu na sala com apenas um corpo, um problema sem identificar o culpado, imprecisões: parecia que tinha saído do labirinto, mas estranhamente a as coisas foram se enuviando; no corpo, nenhuma digital. O especialista da perícia Davi disse que o criminoso utilizou algum instrumento e executou a vítima com cinco ou seis golpes, nada mais. Davi também afirmou que tratava-se de um especialista, sem marcas de pegada, Dna, cabelo, nada. Só cobriu a vítima com azul de metileno, sua marca.
Aquilo sem solução enchia minha mente de inquietações, e daí resolvi tomar um banho quente. Depois do banho limpei o espelho do Box, era eu do outro lado, meio cheio de nuvens. As coisas ficavam mais claras, sentia como se eu tivesse matado, um assassino, o culpado por aquilo tudo, e daí o telefone toca:
“Alô, quem fala?”
“Fui eu que matei e deixei as coisas tristes.”
“Quem é?”
“Você sabe quem é, so pensa que não sabe, sou o culpado, o algoz”
“Me diga o seu nome!”
“São tantos nomes que nem sei onde começar a enumerá-los. Quando se olhar no espelho você verá o culpado, quando andar na rua verá vários possíveis culpados, não existe prisão para prender todos.”
“Vou solucionar, esse caso.”
“Tantos outros melhores que você passaram a vida inteira deles tentando, como vc, tão inferior e simplório conseguirá.”
“Sou teimoso.”
“Pode ser, mas talvez vc já tenha desistido, só não percebeu. A condição humana, meu caro, a condição humana. E querendo ou não vc é tão pateticamente humano como os outros, antes de descobrir, vc morrerá, como todos os outros”
“Não, eu sou um artista.”
“Por isso, sua condição é mais particular, você esta envolvido nisso e nem sabe. Me diz; quando vai assumir as coisas? Quando vai largar esse vício?”
“Do que vc está falando?”
“Assuma sua condição e seus riscos, meu caro. Deixe a musica tocar vc e pelo menos me entenderá”
(Ele desliga o telefone)
Apenas humano... ilogicamente humano, minha situação, mas ainda sim persistente. Sua voz tão parecida com a minha...Eu sinto um frio na minha espinha e “Kind Of Blue” terminou de tocar. Minha cabeça cheia de dúvidas, mais perguntas, findou como começara: uma neblina nos meus pensamentos.
Escrito por Pretenso Poeta às 18h40
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Foi enterrado quando as moscas defecaram no terreno baldio, dez dias de análise pra dizer se amava ou não. Se alguns dissessem sanidade ele diria: matei o cão, pergutaram pq:” oras conhece animal mais vadio, eu não”, não existe uma rúbrica de amor em contratos, em pactos, não existe.
Ele poderia ter amado, acalentado no colo, mas quem disse que consegueria? Duas pedradas, o outro tentou uma mordida, mas caiu, morreu ali mesmo, ele correu; misto de felicidade e angústia, era um homem tão bom dizia os vizinhos.
Três dias, a polícia na sua porta, ele abriu, disse “pois não”. A polícia disse que era culpado, ele alegou insanidade, mas na hora ninguém ouviu. No xadrez, esperava o seu julgamento, esperava ser culpado.
Disse que era necessário, setenciado a seis anos e multa de 66 reais, tudo tão previsível. Ele não se importava mais.
Seis anos depois, saiu da cadeia e perguntou pq foi setenciado a uma setença tão grande, ninguém lembrava daquele incidente, dizia que aquilo não tinha acontecido de verdade, era tudo da cabeça dele. E o cão não existia.
Haveria matado sua esposa, ele se surpreendeu, é o que as pessoas diziam, mas ele nunca foi casado
Escrito por Pretenso Poeta às 13h32
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Ele saiu, pegou seu casaco, estava frio.Atravessou; a porta pricipal, a prainha, a rua: tudo em direção ao ponto de ônibus. Esperando aquele ônibus que so iria passar daqui as três horas ou mais, nada mais além do ponto, uma lua tímida, ele mesmo e o frio. Olhou para um lado, olhou para outro, levantou e deu o grito mais alto que sua garganta pudesse suportar, sua única arma com silenciador: ninguém ouvia e ninguém se importava.
Mas foi justamente por isso que gritou, pra ele as coisas não deviam ser como eram: seus amigos cansados, sua namorada esquecida nas memórias, sozinho e nenhum luz pra acompanhar ele na escuridão, ou quase.
Quando ele decidiu fugir, atravessando a prainha, o poste acendou, juro, acendeu, ele parou. Um breve momento, um sorriso. Acalmou ele um pouco, era ridículo a situação, então se percebeu que deveria fazer direito, foi naquela hora, nada de coisas em cima do muro, tudo ou nada, era assim que ele queria depois de gritar, mesmo que ninguém tinha escutado, e não era, se reergueria talvez, mas é cedo demais falar sobre isso, já estava quase amanhecendo.
Escrito por Pretenso Poeta às 01h02
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