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Dois pensamentos para o ano novo... tenho como todo mundo promessas para o ano vindouro:mudar tanto depois da virada, me acabar bebendo farreando o máximo possível e por que não o impossível também? Rir, jogar os braços para o alto e curtir, como aqueles estrangeiros no carnaval: mesmo não entendendo nada, ainda assim curtir. Depois vem a ressaca, as vagas lembranças de promessa e tudo deve voltar ao normal, pelo menos até o carnaval, talvez seja por isso que nunca realizo nada, de um feriado para outro não dá tempo para nada, que coisa.
Escrito por Pretenso Poeta às 18h53
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Penso no mundo em que não vivi, nas coisas que não aconteceram; sonhador ao extremo, sempre quero o mundo no alcance das minhas mãos, se possível e sempre, quando necessário. Gosto de ter oportunidades: botão de emergência ou uma célula de fuga, se necessário para ocasiões de emergência. E afinal pra que todo esse medo, esse receio? Não preciso, acho. é, não preciso ter medo das coisas acho, medo me devora ao poucos e pelas beradas da minha alma. Medo, isso que quero sair e deixar pra trás e nem olhar, encarar como uma escolha, assim pra nunca mais voltar o pescoço para trás, deixar mesmo; se nesessário quase morto,esquecido, semi-vivo se arrastando: o medo pedindo piedade pela sua morte, quero extripar todo esse conceito de mim, aé se restar algo ainda desse temor, se restar algo, quero que fique quieto no seu canto esperando passar muito tempo pra ele dizer alguma coisa. se for falar espero que tenha cautela, muita cautela
Escrito por Pretenso Poeta às 17h37
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IV- Mais outra daquelas poesias que versam sobre o labor
ou
Desgastando a metalinguagem, se existe
Queria escrever uma boa poesia
É uma poesia....
Daquelas memoráveis
de arrasar corações
tripas
e rins, só o estômago passando vivo, com pequenas ulcerações.
Daquelas com calafrio na espinha,
parecidas com as quadras de crianças
e das cantigas de ninar
que as crianças só ouvem
agora
em sonhos
achando todas tão assustadoras, mas eram tão assustadoras?
Daquelas sublimes, o respiro do Bandeira
Daquelas precisas, a mira laser de Cabral
Tudo isso numa só poesia
Como faca só lamina com alcalóide á vontade
e quem sabe
uma náusea brota de plano de fundo?
Mas o meu sentimento é fraco
Tudo que me perpassa parece merda
Não sei mais filtrar nenhum conteúdo
Ainda poderiar tentar,
um início
começar
a escrever
Pretender
A tal poesia
Com um pequeno trecho:
“A leveza de dois barris de petróleo numa ladeira íngrime”
(pode ser um começo)
Escrito por Pretenso Poeta às 14h09
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A Cabral, poeta do sertão, que também era João
I-Eu e eu mesmo
Eu queria
num olhar
Me ver quando me olho
num espelho
Sei que um homem se vê
nas suas coisas
enquanto pensa nas pernas
com saias vermelhas
Outro
um amigo
tira fotos
com a mente
Num clique
Desfaz
Refaz
Enquadra a si mesmo
Sua miopia como o foco
E nessas horas percebo, nem penso
Sem começo?
Como vou me orgulhar?
Nem penso mesmo
Não num espelho
Um homem meu, eu como homem(todo feito)
Aí... sorriria:
“Tem Um cigarro?”
“Mas, João,vc não fuma”
“É... as coisas mudam, eu acho”
II- Enquanto no Front
As mulheres
com flores na cabeça
choram
Custa
um dinheiro aparecer
cheio de homens?
Escrito por Pretenso Poeta às 10h21
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III- Enquanto no Front, minha cabeça e o mundo
A loucura existe, penso,
Maculando os pobres desesperados
em pontas de lanças imaginárias.
Em celas
maiores que o espaço.
Em pílulas
coloridas como balas
rápidas e mortais...
(Ao mesmo tempo) um parvo
no alto do prédio,
este, mais alto edifício da baixa cidade.
O parvo
parece um cachorro.
As plumas depostas desse cachorro.
Cachorro
que num olhar de flecha
fixa sua meta
,entre ele e objetivo,
uma barreira:
para o cão,
uma parede de vidro, uma janela;
para o homem,
alguns cinqüenta andares.
(Tudo é tão rápido!)
Homem corre
com o frango na boca
e pedaços de vidro pelo corpo .
O cachorro
,num balé bizarro,
salta os cinqüenta andares.
O homem desvia dos carros
ainda com o frango.
Mas o padeiro
Com sua roupa azul
logo atrás.
O homem tal como o cão.
Sofre quando se reencontra
com a realidade.
O chão morada de ambos.
O chão duro do asfalto.
(me dá um cigarro)
Escrito por Pretenso Poeta às 10h20
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