A embalagem e eu, uma história insólita: abriria a capinha de cd e colocaria a mídia no meu microsystem, palavras no imperfeito, ora; quem disse que o plástico protetor ia ceder? Mais uma tentativa, nada. Outras ferramentas eram necessárias, pelo menos uma e bem afiada; abro a gaveta e pego uma faca, não falei que estava na cozinha? Vamos lá... e parece que nada de abrir a maldita proteção: consigo apenas arranhar a capa e uns pequenos rasgos no plástico, grande algoz, a batalha se estende: dentes, duas mãos, unhas arranhando plásticos, posição ninja e nada daquela porcaria ceder.
Começo a suar, de raiva ou por causa do esforço, não sei, pode ser os dois.
Jogo no chão o álbum , ele quebra, mas de uma forma bizarra mantêm a proteção intacta. Eu de joelhos amaldiçoando o criador daquele invólucro indestrutível.
Pego um explosivo, armo uma barricada. Embalagem no chão, jogo o explosivo, corro e pulo, escoro-me na barricada na margem oposta do conjugado explosivo/cd.
Sorrio e volto ao planeta Terra, fumaça e cheiro de queimado, esqueci o assado no forno: adeus jantar romântico com música da Sade, quem sabe se o algum chinês ainda não está aberto?
Escrito por Pretenso Poeta às 22h41
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