Quando eu começo eu não quero parar, voltar para aquele tempo dos rolês baratos, amigos loucos e conversões perigosas; direita vamos agora! Não. não quero que acabe, se deixa a boca aberta expelindo fumaça da velocidade, caximbo da velocidade.
Paro? Parece que não, a luz se me cega até então, os olhos baixos a mão acoberta e sigo em frente, aonde?
Rumo em direção certa? Local definido, quem disse? Vamos onde chegar, onde as solas aguentarem, que a gasolina acabe, até empurro o carro.
Pode ser sem pressa... respire, acabe sua bebida gelada, olhe para cada um dos lados, fecha os olhos e finja que sinta, sem os olhos assim vê um pouco melhor?
Tantas referências, placas, mapas, gps e nada de achar um caminho, mas interessa tanto? Chegar até o final? tà eu deixo, siga a direita, depois a direita, por fim na próxima direita, ande e caminhe... outra opção: esquerda três vezes, quando chegar te escrevo um carta te dizendo aonde foste com tamanha direção certa?
Escrito por Pretenso Poeta às 06h16
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